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CÂMARA MUNICIPAL

Sessão tem de críticas ao toque de recolher a defesa de hidroxicloroquina

Vereadores usaram a tribuna para comentar sobre o aumento de casos da Covid
26/11/2020 14:12 - Glaucea Vaccari


Aumento de casos confirmados de Covid-19, hospitais quase lotados e o retorno do toque de recolher, decretado ontem pelo prefeito Marcos Trad (PSD), foram alvos de discussão na Câmara Municipal de Campo Grande, nesta quinta-feira (26).

Ações de enfrentamento à pandemia do coronavírus tem opiniões diferentes. Há de vereadores que defendem aos que criticam o toque de recolher até a defesa do uso do chamado "kit Covid", que inclui hidroxicloroquina e ivermectina. 

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Vereador Ayrton de Araújo (PT) afirmou que o resultado do aumento de casos não é responsabilidade apenas das eleições, como algumas pessoas, incluindo o prefeito, afirmam

"É resultado dos bares, olha os bares como estão, olha como o povo está amontoado, eles pararam de respeitar, não usam máscara e se você usa você é questionado, então o povo ficou muito a vontade achando que tinha passado e não passou. Então não podemos atribuir a culpa só por causa da campanha", disse.

Sobre o toque de recolher, Araújo considera uma medida fraca e defendeu a adoção de mais medidas para evitar que mais pessoas sejam contaminadas e cause colapso na saúde, com falta de leitos. 

Delegado Wellington (PSDB) também criticou o toque de recolher. Segundo ele, todos os serviços são essenciais e devem permanecer abertos.

"Tem que deixar mais claro o que é essencial e o que não é essencial, pra mim tudo é essencial, não pode fechar nada. A gente tem que afirmar o tempo todo a questão da biossegurança, tem que usar máscara, álcool em gel, usar o bom senso na questão do distanciamento", disse.

O vereador elogiou o plano de recuperação econômica que será lançada nesta sexta-feira pelo prefeito Marcos Trad, justificando que a geração de emprego e renda é importante também para diminuir os índices de criminalidade.

Já o vereador Otávio Trad (PSD) defendeu o toque de recolher. Segundo ele, o objetivo não é somente diminuir o contágio, mas também o número de internações por outros problemas de saúde que não sejam Covid.

"No período da madrugada, o número de acidentes, de situações de lesões aumenta. São acidentes de moto, de carro, lesão corporal, violência doméstica e, através de uma situação como essa, é indicativo de que fazendo essa ação restritiva possa diminuir as internações que são referentes a outras comorbidades", afirmou.

Trad discordou de Araújo na questão de bares e casas noturnas sejam responsáveis pelo aumento da curva. 

"Não podemos entregar a culpabilidade de determinada situação para barzinhos, para festas ou para determinada vertente da sociedade, mas é que houve realmente, por parte de todos nós, um relaxamento. Os cuidados que nós tínhamos no início de março não corresponde aos cuidados que nós temos hoje e, equiparando a essa postura da sociedade, a continuidade do vírus ser transmitido a uma velocidade alta, a gente de certa forma tem que tomar as medidas restritivas como foi feito pelo prefeito Marcos Trad na data de ontem", defendeu.

Médico, vereador Wilson Sami defendeu a prescrição do kit Covid como tratamento para a Covid-19, mesmo sem comprovação científica. Para ele, a ivermectina deve ser usada em qualquer caso suspeito, mesmo sem resultado positivo, já que não é necessária receita médica. 

"Agora se você tem sintomas dor de cabeça, febre e mesmo quando deu teste positivo, você tem o direito de pedir que se passe hidroxicloroquina, azitromicina e sulfato de zinco, que tem na rede pública. Você tem que exigir do médico, se ele fala que é contra, então procure outro médico", disse.

Conforme último boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), Mato Grosso do Sul tem 95.193 casos confirmados de Covid-19 e 1.748 óbitos pela doença.