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DOURADOS

Secretário foi morto após demitir funcionário que se recusou a usar máscara

Desavenças entre patrão e empregado eram comuns, e negativa em utilizar equipamento teria sido a gota d'água para a demissão
05/07/2020 16:46 - Nyelder Rodrigues


O secretário municipal da Agricultura Familiar de Dourados, Alceu Júnior Bittencourt, morto ontem (4) enquanto trabalhava na barbearia que era dono, foi assassinado após demitir um funcionário que se recusava a usar máscara de proteção no período de pandemia, conforme revela a irmã da vítima em postagem no Facebook.

Alceu, que tinha 36 anos, foi alvo de golpes de faca do funcionário. O suspeito é Fernando Souza, que estaria fugindo para o interior de São Paulo em um Chevrolet Celta. "Matou meu irmão na covardia. Ele estava trabalhando, era servidor público e trabalhava no seu salão nas horas vagas", postou Valkiria Bittencourt, irmão da vítima.

"[Alceu] deu emprego para o Fernando Souza e demitiu ele por estar sempre se recusando a trabalhar de máscara. Fernando se revoltou e cortou o pescoço do meu irmão enquanto ele cortava o cabelo de um cliente", frisa Valkiria.

Conforme o apurado pelo Correio do Estado, as desavenças entre os dois aconteciam já há algum tempo, tendo o secretário recebido reclamações de clientes por até encontrarem o salão da barbearia fechado em período que deveria estar aberto. Apesar disso, Alceu manteve Fernando empregado até a questão envolvendo as máscaras.

Testemunhas relataram que Alceu atendia um cliente quando Fernando chegou com a faca, iniciando uma discussão. Em seguida, ele avançou contra o patrão, desferindo golpe de faca no pescoço. Bittencourt caiu no chão e morreu instantes depois, antes da chegada do socorro do Corpo de Bombeiros.

Já o cliente que era atendido no momento, assustado com tal cena, começou a atirar as cadeiras existentes na barbearia contra Fernando. A página oficial da prefeitura de Dourados emitiu nota de pesar, destacando o servidor como exemplar e dedicado à pasta. Júnior comandava a Agricultura Familiar desde maio de 2019. 

 

Felpuda


Dia desses, há quem tenha se lembrado de opositor ferrenho – em público –, contra governante da época, mas que não deixava de frequentar a fazenda de “sua vítima” sempre que possível e longe dos olhos populares. Por lá, dizem, riam que só do fictício enfrentamento de ambos, que atraía atenção e votos. E quem se lembrou da antiga história garantiu que hoje ela vem se repetindo, tendo duas figurinhas carimbadas nos papéis principais. Ô louco!