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CRIME ORGANIZADO

Quadrilha de Corumbá é denunciada por lavagem e evasão de R$ 37 milhões

Investigações da Polícia Federal apontavam que em quatro anos anos de atuação o grupo criminoso chegou a movimentar ilegalmente até R$ 90 milhões
19/08/2020 18:00 - Nyelder Rodrigues


O Ministério Público Federal (MPF) denunciou nesta semana à Justiça Federal a quadrilha que atuava no ramo de lavagem de dinheiro e evasão de divisas para o tráfico de drogas na fronteira entre o Brasil e a Bolívia, em Corumbá e Puerto Quijarro, e também no Maranhão. Ela foi desmantelada no mês de junho, durante a Operação Hipócrates.

Na época, a investigação da Polícia Federal (PF) apontava que o dinheiro 'lavado' pelo grupo criminoso poderia chegar a até R$ 90 milhões. Porém, a denúncia oferecida ao judiciário foi de lavagem de R$ 37 milhões entre 2016 e 2020, período de atuação da quadrilha.

A atividade do grupo - que teve contas bancárias bloqueadas, e imóveis e outros bens em nome de seus integrantes sequestrados por decisão da 3ª Vara Federal de Campo Grande - consistia em receber depósitos de vários lugares do país e realizar saques em agências bancárias de Corumbá, levando o dinheiro até as vizinhas bolivianas Puerto Quijarro e Puerto Suarez.

Lá, quadrilha depositava o dinheiro em casas de câmbio, enviando o dinheiro para estudantes brasileiros de medicina na Bolívia como fachada para disfarçar a evasão e lavagem. Segundo o MPF, o casal Cláudio e Cristaini Cardoso tinha em sua posse 30 cartões bancários em nome deles e de terceiros, usando-os para cometer tais crimes.  

Diariamente eles se deslocavam a diversas agências bancárias brasileiras e sacavam valores dentro do limite legal para sair do país, e atravessavam a fronteira. Entre 2016 e 2018, somente Claudio Cardoso realizou 5.907 operações a crédito.  

O MPF indica que as transações incluem diversos valores e depositantes, sempre fracionados. Nesse período, as movimentações totalizaram mais de R$ 20 milhões e são completamente incompatíveis com a renda declarada por Cláudio Cardoso, de R$ 4,5 mil semanalmente, a evasão de divisas chegaria a casa de R$ 50 mil.

Além do casal, Oldack Alexandre, sua mãe Rosymeire e sua irmã Fernanda se associaram ao casal Cardoso para cometer os crimes. Fernanda Alexandre se apresentava como estudante de medicina na Bolívia e, nesse período, movimentou R$ 7,2 milhões em quatro meses, enquanto Oldack movimentou R$ 10,4 milhões em sete meses - ambos valores incompatíveis a renda deles.

 
 

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