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CRIMES

Série de mortes na fronteira de Ponta Porã leva Brasil e Paraguai a montar bloqueios e lançar operações conjuntas

A crise ganhou outro patamar após a morte de três estudantes de medicina assassinadas junto com um homem que seria alvo do PCC
14/10/2021 13:00 - FOLHAPRESS


As polícias brasileiras e paraguaias devem adotar operações conjuntas e montar barreiras contra ação de grupos criminosos que atuam na fronteira dos dois países.

Os detalhes foram tratados na manhã desta quinta-feira (14) em reunião na sede da polícia paraguaia em Pedro Juan Caballero, que faz fronteira com Ponta Porã.

A região vive uma onda de violência em ambos os lados da fronteira. A crise ganhou outro patamar após a morte de pessoas sem ligação com o crime, como três estudantes de medicina assassinadas junto com um homem que seria alvo do PCC (Primeiro Comando da Capital).

"Vamos realizar controles que possivelmente vão afetar o grupo criminoso. Teremos uma linha por parte do Paraguai e uma por parte do Brasil, porque temos conhecimento de que se realizam assaltos em um país e se passa para o outro", disse o comissário paraguaio Carlos Lopez.

De acordo com ele, porém, o controle não deverá afetar cidadãos que cruzam as fronteiras para fazer compras.

A subcomandante da Polícia Militar em Ponta Porã, major Luciane Camiato, afirmou que esse tipo de colaboração é importante pelo fato de que a fronteira não tem qualquer espécie de barreira física. "Temos a criminalidade instalada nos dois países. Se não houver essa colaboração das duas polícias, a gente tem muitas dificuldades em conter a criminalidade, pela facilidade de acesso e de transição de um país para outro", diz.

De acordo com ela, o policiamento ostensivo está sendo reforçado nas duas cidades e em breve devem acontecer operações conjuntas.

"Também haverá uma colaboração de trabalhos de investigação, da parte do Exército paraguaio também. Provavelmente, haverá operações integradas em termos de mesmo horário, locais combinados, alguns tratados de acesso de um país para outro, troca de informações", disse Luciane.

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