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INCÊNDIO

CPI que apura tragédia no Ninho do Urubu propõe amistoso beneficente para ajudar famílias

Flamengo ainda analisará a ideia que pretende reverter a renda da partida para as famílias das vítimas do incêndio
15/02/2020 06:00 - Estadão Conteúdo


 

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Incêndios na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) discutiu novamente nesta sexta-feira a tragédia do Ninho do Urubu, onde dez jogadores da base do Flamengo morreram após incêndio em fevereiro de 2019. 

O presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, não compareceu à audiência. Ele está em Brasília para acompanhar o time na final da Supercopa do Brasil, domingo, contra o Athletico-PR. As famílias das vítimas reclamaram da ausência do dirigente. 

O Flamengo foi representado pelo CEO Reinaldo Belotti, pelo vice-presidente jurídico Rodrigo Dunshee e pelo vice de administração  Jaime Correa da Silva. O vice de futebol Marcos Braz compareceu por conta própria e saiu antes do fim da sessão.

A CPI sugeriu um amistoso beneficente do Flamengo para reverter a renda para as famílias. Rodrigo Dunshee disse que levaria a ideia para a diretoria. "Tenho certeza que os jogadores vão ter o maior prazer de fazer esse jogo", afirmou o vice jurídico.

Na sexta-feira da semana passada, dirigentes do Flamengo não compareceram à Alerj para prestar depoimento na CPI. Então, foi ordenado a condução coercitiva dos dirigentes. Nesta sexta, embora Landim não tenha comparecido, a CPI entendeu que o presidente estava representado pelo vice Rodrigo Dunshee.

A tragédia do Ninho do Urubu completou um ano no último sábado, dia 8 de fevereiro. Até agora, das dez vítimas, apenas três acordos foram selados: com parentes de Vitor Isaías, Athila Paixão e Gedson Santos. No caso de Rykelmo Souza, o Flamengo se acertou com o pai do garoto, mas não com a mãe, que já entrou com um processo judicial. Familiares reclamam de falta de sensibilidade do clube.

Felpuda


Alguns políticos estão se aproveitando deste momento preocupante de pandemia para sugerir projetos oportunistas que, em alguns casos, são de resultados extremamente duvidosos. O mais interessante – para não dizer outra coisa – é que se for analisado o desempenho normal dessas figuras, verifica-se que essa preocupação toda nunca esteve no topo das suas prioridades. Ano eleitoral é assim mesmo. Lamentável!