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FACILIDADE

Pix pode ser caminho para novos golpes

Funcionando desde novembro de 2020 a ferramenta realiza transferências bancárias em até 10 segundos 24 horas por dia
23/01/2021 16:20 - Thais Libni


Em 2020 o Pix movimentou R$ 150,3 bilhões, foram aproximadamente 176 milhões de transações realizadas. A facilidade de acesso e a otimização do tempo se tornou uma realidade de milhões de pessoas.  

No entanto profissionais sugerem que atenção durante o uso do recurso seja redobrada, visto que golpistas podem tentar tirar vantagens sobre os usuários da ferramenta.  

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Segundo o advogado especialista em Direito Digital, Raphael Chaia, o pix é seguro e prático, como ferramenta, mas é preciso atenção extra com golpes que acontecem no dia a dia. 

Como clonagem de WhatsApp que pode ser utilizado como um caminho para tirarem vantagem da rapidez de transferências bancárias realizadas pelo serviço.  

"Sendo a transferência automática, o tempo para correr atrás para desfazer a transferência praticamente é inexistentes, por isso a utilização do recurso requer atenção, a facilidade para a transmissão dos valores pode servir como um vulnerabilidade a ser explorada por golpistas", pontuou o advogado.  

Quando questionado sobre o perigo do uso do Cadastro de Pessoas Física (CPF), durante as transações, o advogado reforçou que acredita na segurança do novo meio de pagamento do Banco Central, e fez sugestões que podem ser seguidas por aqueles que ainda sentem receio de utilizar a ferramenta.  

"Não creio que o uso do CPF seja um problema grave no futuro, mas há opções mais seguras para quem deseja se prevenir de qualquer forma, é extremamente importante tomar cuidado com a FORMA como se faz o Pix. Evitar clicar em links externos, prestar atenção nos dados do beneficiário, realizar as operações UNICAMENTE pelo app do banco são algumas dicas que podem fazer a experiência mais segura", enfatizou.  

Expectativa para 2021

A tendência para 2021, é que os números de usuários cresçam consideravelmente, especialmente em função de novas funcionalidades que devem ser integradas ao mecanismo.

No ano passado, o maior volume de uso do Pix foi na modalidade entre pessoas físicas,  85% em novembro e dezembro. Há duas novidades do Pix que devem fazer com que o sistema seja mais usado também entre empresas, aumentando o seu potencial de aplicações ao longo do ano.  

A partir de março, será possível incluir juros, multas, desconto e data de vencimento a boletos bancários. Para o Product Manager da fintech Juno, especializada em desburocratização de serviços financeiros, Gabriel Falk. 

“Por enquanto, o Pix tem sido usado mais como transferência bancária. Até março, espera-se que essas melhorias façam com que o Pix Cobrança se torne mais aplicado por empresas”, explica.

A segunda inovação está relacionada ao que se convém chamar de “Pix Garantido”, que visa simular o funcionamento de um cartão de crédito. Trata-se de uma compra que será paga em parcelas e cuja projeção é para entrar em vigor ainda no primeiro semestre. 

“A ideia é pegar este recurso disponível e congelá-lo em algumas parcelas, como se fosse uma transação parcelada”, explica Falk.  

A diferença está no fato de que, com o Pix, é preciso ter o dinheiro disponível, enquanto com o cartão de crédito se trabalha com a possibilidade de receber aquele recurso no futuro.

PIX

PIX é o novo sistema de pagamentos e transações do Banco Central. Foi anunciado em fevereiro, mas apenas começou a operar em novembro.  

O objetivo da inovação é proporcionar segurança ao usuário; rapidez e agilidade, pois promete transações em até 10 segundos, 24 horas por dia e 365 dias por ano.

A nova plataforma, além de ser segura, não exige uma série de documentos e burocracia na hora de solicitar transações.

O usuário que deseja inserir-se no novo sistema, deve informar o número de celular, Cadastro de Pessoa Física (CPF) ou Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), para empresas.  

“Mas, é sempre bom manter o máximo de atenção uma vez que não será surpresa começar a aparecer pessoas de má índole tentando tirar proveito e fraudar operações”, afirma o superintendente do Procon Estadual, Marcelo Salomão.

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