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Litro da gasolina atinge o maior preço médio já registrado em Campo Grande

Combustível é comercializado entre R$ 4,49 e R$ 4,95 na Capital, conforme dados da ANP
11/01/2021 09:00 - Súzan Benites


O preço médio do litro da gasolina chegou ao recorde do maior valor da série histórica medida pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). 

Conforme a Agência, na primeira semana de janeiro, o litro do combustível foi comercializado pelo valor médio de R$ 4,65 em Campo Grande – indo do mínimo de R$ 4,49 ao máximo de R$ 4,95.

O preço médio do combustível tem atingido recordes nos últimos três meses, batendo os maiores valores da série histórica iniciada em 2001. Na Capital, a gasolina registrou média de R$ 4,52 em novembro e de R$ 4,57 em dezembro. 

O levantamento da ANP foi paralisado no fim de agosto e só foi retomado no fim de outubro. Por este motivo, não há média mensal registrada para os meses de setembro e outubro de 2020.

O diretor do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis Automotivos (Sinpetro-MS), Edson Lazarotto, explica que diversos fatores têm impactado o preço do combustível.  

“O Brasil todo tem sofrido com os aumentos da gasolina. Toda vez que aumenta o dólar ou o barril do petróleo, imediatamente a Petrobras repassa esse aumento para as suas distribuidoras”, diz Lazarotto.

Para o representante dos donos de postos, o maior impacto nos preços foi a mudança na cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dos combustíveis. 

Em fevereiro de 2020, o governo do Estado aumentou a alíquota da gasolina de 25% para 30% e reduziu a do etanol de 25% para 20%.

“A gente não pode esquecer do aumento do ICMS da gasolina feito pelo governo do Estado no ano passado. No dia 12 de fevereiro de 2020, a alíquota passou de 25% para 30%. Esses 5% parecem pouco, mas fazem a diferença. Neste um ano tivemos quedas e altas do preço, mas a diferença é que esses 5% permanecem”, considera o diretor do Sinpetro-MS.  

O representante dos postos diz ainda que a pandemia reduziu em quase 70% o volume de vendas dos combustíveis.

 “Como muitos setores ainda não voltaram a funcionar, como escolas e algumas empresas em home office, por exemplo, as vendas continuam registrando defasagem. O empresário está no limite da margem dele, e precisa dessa margem para sobreviver, por isso não tem como segurar mais os preços”, contextualiza Lazarotto.  

Ainda de acordo com os dados da ANP, a gasolina aditivada é comercializada a R$ 4,76 em Campo Grande. O litro do combustível é encontrado pelo valor mínimo de R$ 4,55 e máximo de R$ 4,96.  

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