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TV

Briga de gigantes no streaming

Com crescimento dos serviços no Brasil, Netflix e Globoplay se destacam com produções nacionais
29/06/2020 09:04 - Márcio Maio/TV Press


 

O mercado de streaming se destaca cada vez mais no Brasil. Porém, entre inúmeros serviços disponíveis no país, os que mais investem na produção local são a Netflix e o Globoplay. A primeira, por ser uma marca global, chama atenção pelo catálogo amplo e com opções para todos os gostos e faixas etárias. Já o segundo, até por se tratar de um produto da própria Globo, conta não só com a infraestrutura do canal aberto, como também com todo o seu histórico de produções como atrativos. Um trunfo e tanto, principalmente em um país onde as novelas ainda têm tanta força e por se tratar do canal que mais aposta no gênero por aqui.

Até pelo fato de ser uma empresa global, a Netflix apresenta algumas particularidades interessantes. Ali, há desde as produções mais toscas a projetos alternativos e superproduções com nomes conhecidos mundialmente. Só isso já poderia ser o bastante para atrair uma base de assinantes no Brasil – a empresa garante que são mais de 10 milhões no país –, mas o mercado brasileiro é grande o suficiente para justificar o investimento em uma boa quantidade de projetos locais. Tirando até nomes de peso de seu principal concorrente, como Bruno Gagliasso, que em novembro de 2019 deixou o elenco da Globo e assinou com o serviço de streaming, depois de 18 anos de contrato. Mas basta “futucar” um pouquinho o catálogo da Netflix para achar vários artistas que, antes, ganharam popularidade no canal aberto. 

O drama biográfico norte-americano “Sergio”, por exemplo, é protagonizado por Wagner Moura. “Reality Z” tem em seu elenco a apresentadora Sabrina Sato, que ficou conhecida no “Big Brother Brasil 3”, e “Coisa Mais Linda” é protagonizada por Maria Casadevall, Fernanda Vasconcellos, Mel Lisboa e Pathy Dejesus. As três primeiras já deram expediente como protagonistas na Globo e Pathy, além de participar de algumas novelas, chegou a ser repórter do extinto “Vídeo Show”, entre 2013 e 2014. O trânsito de atores entre serviços de streaming, na verdade, não deve ser muito diferente do que já acontece hoje entre as emissoras que produzem novelas e séries.

O Globoplay carrega no seu DNA toda a experiência que a Globo tem em teledramaturgia. Isso se traduz em estúdios, equipamentos profissionais técnicos e até um banco de elenco grande e, em alguns períodos, ocioso para ser convocado para projetos. Tatá Werneck, por exemplo, uma das profissionais mais elogiadas do humor atualmente, teve ali a chance de explorar uma comédia mais dramática e romântica em “Shippados”, fazendo par com Eduardo Sterblitch, último projeto da saudosa Fernanda Young. E, em meio à pandemia, Marcelo Adnet ganhou espaço com o “Sinta-se em Casa”, com pequenas “pílulas” de humor durante os dias de quarentena. 

Mas o serviço de streaming tem se mostrado, na verdade, uma espécie de “crème de la crème” da Globo. Sim, porque ali são disponibilizados primeiro os principais projetos da emissora atualmente na dramaturgia – exceto pelas novelas. Só depois de um bom tempo exclusivos do streaming é que séries como “Aruanas” ou “Hebe”, por exemplo, vão parar no sinal aberto. Uma forma de otimizar custos, já que um mesmo produto é concebido para as duas plataformas e, se for preciso, inclusive com edições diferenciadas ou acréscimo de cenas – a Globo e a Record já fizeram isso com o cinema também, em projetos como “Os Dez Mandamentos” e “Entre Irmãs”, por exemplo. Além disso, ainda conta com algumas séries exclusivas em seu catálogo que chamam a atenção da crítica, como “The Good Doctor”, “Killing Eve” e “Manifest”.

Essa integração entre a emissora aberta e o serviço de streaming que acontece na Globo traz outras vantagens. Afinal, o Globoplay é intensamente divulgado na programação do canal, inclusive em merchandising em novelas e séries. Lá também é possível acompanhar, ao vivo, o que se passa no reality “Big Brother Brasil” ao vivo, enquanto as edições estão no ar, e assistir, em tempo real, o sinal da emissora – mesmo para quem não é assinante. Isso sem falar no tempo que o Globoplay ganha nos comerciais da Globo. Se bem que ali a Netflix também aparece. Porém, pagando pelo espaço.

 

Felpuda


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