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SÉRIE

“Filhas de Eva” garante alguma relevância a partir do talento de suas protagonistas

Mesmo com Renata Sorrah, Giovanna Antonelli e Vanessa Giácomo, a série é banal e estética folhetinesca
04/05/2021 17:00 - Geraldo Bessa/TV Press


Em 2006, quando a então jornalista Martha Mendonça começou a pensar no livro de contos “Filhas de Eva”, a televisão era um universo distante para seu texto. 

A publicação chegou às livrarias cerca de uma década depois, em um momento em que Martha já era conhecida por ser uma das fundadoras do site Sensacionalista, roteirista do extinto “Zorra”, prestigiada autora teatral e com seu primeiro livro “Canalha, Substantivo Feminino”, devidamente adaptado para o vídeo como “As Canalhas”, série que rendeu quatro temporadas exibidas pelo GNT. 

Com essa bagagem, o projeto de série baseada em “Filhas de Eva” chegou com pompa à direção artística da Globo pelas mãos de Glória Perez. 

Na sequência, ganhou a direção de Leonardo Nogueira e despertou uma disputa interna de escalação. 

Por fim, três atrizes do primeiro time da emissora foram confirmadas como protagonistas: Renata Sorrah, Giovanna Antonelli e Vanessa Giácomo, intérpretes de Stella, Lívia e Cléo, respectivamente.

É essa boa escalação que segura a obviedade da história de “Filhas de Eva”.

Nas mãos de atrizes sem o mesmo repertório do trio, possivelmente, a trama sucumbiria à própria fraqueza. Não que o texto de Martha seja ruim. 

Mas com tantos títulos abordando as dores e delícias de ser mulher, falta algo mais no mosaico arquitetado pela autora, que escreve a série ao lado de Adriana Falcão, Jô Abdu e Nelito Fernandes. 

Ver Antonelli e Sorrah em tipos elegantes e sofridos não é nenhuma novidade. 

A trama é cheia de clichês: três mulheres vivem uma vida insatisfatória e buscam formas de se reinventar, mas para isso têm de enfrentar os machos malvadões.