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Voluntária da CoronaVac conta tudo sobre experiência com vacina para a Covid-19

Enfermeira do HU foi primeira voluntária a se imunizar contra a doença no estado
08/01/2021 15:32 - Brenda Machado


Um dos maiores desejos de ano novo, desta vez, foi a descoberta de uma vacina eficaz contra a Covid-19, mas enquanto o imunizante não é aprovado no Brasil as fases de teste continuam e, com elas, os profissionais da área da Saúde que se voluntariaram.

Formada há 14 anos, Andrea Salles, de 47 anos, é uma das enfermeiras que se mostraram dispostas a ajudar e, com certeza, não se arrependeram.

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Ela foi infectada pelo novo Coronavírus em agosto do ano passado, mesmo período em que as duas filhas também ficaram doentes.

Três meses depois, em novembro, foi a primeira voluntária da CoronaVac a ser vacinada; o imunizante chinês da Sinovac Biotech é produzido em parceria com o Instituto Butantan no Brasil.

A profissional, que já trabalhou como auxiliar, técnica de enfermagem e instrumentadora cirúrgica, hoje atua na linha de frente da pandemia, na unidade de terapia intensiva (UTI) Covid, do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap-MS).

Em casa, assim como ela, toda a família também faz parte da área da Saúde. O esposo, de 51 anos, é enfermeiro no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, a filha mais velha, de 33 anos, é farmacêutica, e a mais nova, de 23, é estudante de medicina.

Até o genro entrou para a conta, já que atua numa unidade básica de saúde da Prefeitura.

Agora, quase dois meses após o período de vacinação, a enfermeira recebeu novamente o Correio do Estado e falou da sua experiência:

Depois que você tomou a vacina sentiu algum efeito colateral, como febre, dor de cabeça, resfriado ou algo assim?

Na verdade, eu não senti nada da vacina, eu perguntei o mesmo pra vários colegas e até brinquei falando que eu devia ter tomado o placebo porque eu só sentia a dor da agulhada. Ainda não quebraram a chave, então não sei se eu tomei a vacina ou o placebo mesmo.

Depois da vacinação, nós recebemos um diário, uma tabela pra medir a circunferência da incisão da vacina, da vermelhidão, se ia ter tumefação, que é aquele inchaço, mas eu não tive febre, nem dor. Eu continuei malhando, não tive diarreia e nem vomito. Na segunda dose também não, que foi 14 dias depois. Aí eu tive um retorno, após 21 dias, para a coleta de exames e deu tudo normal.