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PANDEMIA EM MS

Serão creditadas na conta de todos, diz Geraldo sobre mortes por covid-19

Secretário de Saúde mais uma vez pediu maior rigidez no controle da doença e para que gestores municipais esqueçam as eleições
16/08/2020 13:02 - Nyelder Rodrigues


Ao anunciar mais 28 mortes por covid-19 entre sexta-feira e sábado (15) e um total de 216 mortes apenas na primeira quinzena de agosto - o que corresponde a 34% dos 626 óbitos já registrados em Mato Grosso do Sul -, o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, mais uma vez apelou para que haja maior rigor no enfrentamento ao novo coronavírus.

"Não é momento de festa, de aglomeração. Precisamos respeitar o outro ser, precisamos mudar de atitude. Será que tudo está como está porque a morte acontece mais entre os mais vulneráveis, entre os mais pobres, entre os anciões das populações indígenas? Eles estão sendo dizimados", aponta o secretário, durante a divulgação do boletim da covid-19, neste domingo (16).

Geraldo ainda afirma que foi acionado por vários hospitais de Campo Grande alegando já estarem com 100% de taxa de ocupação de leitos, situação que o deixa preocupado, pois a cidade já está perto do teto de criação de mais vagas por uma questão de limite de profissionais.

"Se não tivermos efetivamente medidas restritivas com mais dureza... Precisamos de gestores que olhem a vida das pessoas, sem olhar calendário eleitoral. Precisamos ter de fato atuação na ponta do enfrentamento", comenta Resende.

Ao fim de sua fala, ele ainda destaca que "cada morte [por covid-19] será creditada na conta de todos, principalmente na daqueles que não contribuem com medidas que são as únicas que podem parar essa doença", conclui seu raciocínio o secretário.

 
 

Covid-19 em MS

Com taxa atual de letalidade em 1,7%, a covid-19 vitimou 28 pessoas entre sexta e sábado no Mato Grosso do Sul, sendo que 14 dessas vítimas eram moradores de Campo Grande - a capital sul-mato-grossense é o principal epicentro da doença no Estado atualmente.

Segundo o boletim, há 198 leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) para covid-19 no Estado, somando 56% de ocupação da rede do Sistema Único de Saúde (SUS). Já a ocupação global de leitos está na faixa de 74% em Corumbá, 46% em Três Lagoas e 69% em Dourados.

Em Campo Grande, dos 302 leitos de UTI disponíveis para o atendimento a qualquer que seja a doença do paciente, 86% já estão ocupados. "Aumentamos os leitos, mas a expansão deve ser menor a partir de agora, pois não nos restam mais recursos humanos", frisa Geraldo. Hoje, o Estado conta com 6.542 pessoas com covid-19 e 29.668 já recuperadas.

 

Felpuda


Tropas de choque ligadas a alguns vereadores estão agitadas que só nas redes sociais na tentativa de desbancar a concorrência das “chefias” que querem porque querem. Querem a cadeira maior da Câmara Municipal de Campo Grande. A da presidência.

Segundo políticos mais antenados, trata-se do “segundo turno” das eleições do dia 15 de novembro, só que com apenas 29 eleitores.