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GUARANI-KAIOWÁS E TERENAS

Autoridades discutem plano de biossegurança para mão de obra indígena que atuará na colheita de maças do sul

Mais de 5.000 estão se recadastrando para safra de 2021, em SC e RS
20/10/2020 17:51 - Thais Libni


Autoridades se reuniram, nesta terça-feira(20), para a elaboração de um plano de biossegurança que garantirá o bem-estar dos indígenas que auxiliarão no cultivo de maçãs no sul do país, a partir de janeiro de 2021.

Para a safra de 2021 serão contratados cerca de 5.000 trabalhadores.

O processo se encontra em fase de atualização de registro dos que já haviam sido cadastrados em janeiro deste ano e ainda estão disponíveis para as contratações no início de 2021.

A responsável pela intermediação entre os trabalhadores as empresas contratantes é a Fundação de Trabalho de Mato Grosso do Sul (Funtrab).

Serão selecionados candidatos dos municípios de Aquidauana, Amambai, Miranda, Iguatemi, Sidrolândia, Dourados e Ponta Porã.

“Estão sendo estudadas medidas de biossegurança não só no transporte que vai leva-los, mas na seleção dos indígenas também, cuidados com os protocolos de segurança, gerenciamento das filas, distanciamentos e o uso obrigatório de equipamentos adequados, como, máscara e álcool, buscamos evitar qualquer prejuízo a saúde que é a nossa maior preocupação.", afirmou o coordenador da Funtrab, Antonio Modesto.

Na reunião de hoje estavam presentes o Diretor-presidente da Funtrab, Marcos Derzi, e o coordenador do trabalho da Funtrab, Antônio Modesto.

Além deles participaram o procurador do Trabalho, Jeferson Pereira, o presidente da Associação do Trabalhadores Indígenas, José Carlos Pacheco, e as representantes da Comissão Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo no MS (Coetrae/MS), Maria Zilda da Silva Lourenço, Rosália Aparecida Ferreira da Silva e Ana Fátima Belalian.

Contratações Indígenas

Desde 2015 empresas contratam indígenas das etnias Guarani-kaiowás e Terenas, do estado, para trabalhar na colheita de maçãs em lavouras de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Este trabalho já é realizado há 6 anos, por meio de uma parceria entre Governo do Estado, Ministério Público do Trabalho (MPT), Comissão Permanente de Investigação e a Fiscalização das Condições de Trabalho e Coletivo dos Trabalhadores Indígenas. 

A Funtrab informou que tudo será feito com segurança jurídica, até os protocolos de biossegurança.

"As empresas pagam o mesmo salário-base, mas o rendimento bruto pode variar de acordo com outras vantagens oferecidas, como gratificação por produtividade, por exemplo, podendo chegar à casa dos R$ 3 mil, são oferecidos o custo do transporte dos índios (ida e retorno), alimentação, alojamento e cesta básica”, destacou em Nota.

 

Felpuda


Tropas de choque ligadas a alguns vereadores estão agitadas que só nas redes sociais na tentativa de desbancar a concorrência das “chefias” que querem porque querem. Querem a cadeira maior da Câmara Municipal de Campo Grande. A da presidência.

Segundo políticos mais antenados, trata-se do “segundo turno” das eleições do dia 15 de novembro, só que com apenas 29 eleitores.