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EDUCAÇÃO

Escolas particulares de Campo Grande acreditam em retorno das aulas presenciais

Reunião nesta quinta-feira definirá se particulares retomam as atividades presenciais no dia 10
03/09/2020 10:00 - Daiany Albuquerque


Fechadas há quase cinco meses e meio em razão da pandemia da Covid-19, as escolas particulares de Campo Grande podem retomar as atividades a partir do dia 10 de setembro deste mês. 

Pelo menos essa é a data que ficou estabelecida na última reunião entre prefeitura, Ministério Público de Mato Grosso do Sul e entidades representantes das instituições. 

Dessa vez, porém, os proprietários se dizem mais otimistas quanto ao retorno.

A taxa de contágio e a ocupação de unidades de terapia intensiva (UTIs), dois dos motivos que levaram ao adiamento, em agosto, deste retorno, foram reduzidas nos últimos dias, o que leva o setor a acreditar que, desta vez, a retomada as atividades presenciais deverá ocorrer.

Para o presidente da Associação de Instituições de Ensino Particulares de Campo Grande, Lúcio Rodrigues Neto, com esses indicadores em queda, o setor confia na volta. 

“A ocupação de leitos está inferior a 80%. Defendemos a decisão de cada família daqui para frente”.

As instituições já haviam acertado que, mesmo com o retorno, as crianças não são obrigadas a participar das aulas presenciais

As atividades remotas continuarão sendo dadas para todos que optarem por não se dirigirem até as escolas. “É uma decisão do pai”.

No início do ano, um acordo entre Ministério Público, Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul e Procon-MS estabeleceu desconto de 10% para alunos do Ensino Fundamental e Médio e de 25% para as crianças da Educação Infantil. 

Em caso de retorno, a manutenção deste benefício será avaliada pelas instituições.

Conforme dados de quarta-feira (2) do governo do Estado, Campo Grande tinha taxa de ocupação global de leitos de UTI, tanto em unidades públicas quanto privadas, de 85%. 

Já as vagas especificamente para casos de Covid-19 no setor estavam com lotação de 65%.

 
 

Cronograma

No início das tratativas para o retorno das aulas presenciais na rede particular, a ideia era fazer uma volta escalonada, primeiro com as turmas da Educação Infantil, em que houve o maior número de abandono das escolas, e só depois as turmas do Fundamental e Médio.

Entretanto, na última reunião, que ocorreu em agosto, a presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino de Mato Grosso do Sul, Maria da Glória Paim Barcellos, afirmou que, por causa do tempo decorrido das instituições fechadas, essa divisão não deverá ser feita dessa forma, e sim com o escalonamento de turmas nas atividades presenciais, com dias em que as aulas serão remotas.

Segundo Rodrigues, esse cronograma deverá ser definido na reunião que ocorre nesta tarde, e mesmo que as aulas estejam permitidas a retornarem ao presencial a partir do dia 10, cada escola vai decidir se abre e quando abre “em conjunto com os pais”.

Únicos fechados

A paralisação das aulas presenciais em Campo Grande começou no dia 23 de março, por conta da chegada do novo coronavírus. Nesses cinco meses, está é uma das poucas atividades que não retornaram.

Na terça-feira, a prefeitura liberou a prática de futebol com “distanciamento de 1 metro”, mesmo sendo uma atividade que aparece como “não recomendada” pelo programa Prosseguir, criado pelo governo do Estado em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

Para o presidente da Associação das Escolas Particulares, isso é um contrassenso, já que outras atividades “não essenciais de alto risco” – como são classificadas as aulas presenciais – já voltaram. 

“Desses, nós somos os únicos que permanecemos fechados. Se existe o programa, ele foi elaborado pelos melhores infectologistas do Estado. Então deve ser seguido”, ressalta.

Entre as atividades consideradas de alto risco para a Covid-19 estão academias, serviços de turismo e salões de beleza, por exemplo, todos já em funcionamento.

 

Felpuda


Tropas de choque ligadas a alguns vereadores estão agitadas que só nas redes sociais na tentativa de desbancar a concorrência das “chefias” que querem porque querem. Querem a cadeira maior da Câmara Municipal de Campo Grande. A da presidência.

Segundo políticos mais antenados, trata-se do “segundo turno” das eleições do dia 15 de novembro, só que com apenas 29 eleitores.