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EDUCAÇÃO

Covid-19 mantém suspensão de aulas presenciais em Mato Grosso do Sul

Decreto com validade até dia 7 de setembro será prorrogado no Estado e em Campo Grande por causa do avanço da doença na região
28/08/2020 08:30 - Daiany Albuquerque


O contínuo avanço da Covid-19 em Mato Grosso do Sul obrigará o Estado e a Prefeitura de Campo Grande a prorrogar novamente a suspensão das aulas presenciais nas escolas públicas. O decreto em vigor atualmente, tanto da Rede Estadual de Ensino (REE) quanto da Rede Municipal de Ensino (Reme), tem validade até o dia 7 de setembro.

Ontem, o Estado atingiu as 800 mortes pelo novo coronavírus e teve aumento em sua média móvel de 7 dias. Agora são cerca de 14 mortes por dia em Mato Grosso do Sul.

Em função desta situação, as aulas da rede pública terão nova prorrogação. Segundo a Secretaria de Estado de Educação (SED), toda a estrutura necessária para o retorno das aulas presenciais está em processo de montagem, mas ainda não há definição de calendário para que isso aconteça.

Conforme a Pasta, a renovação será feita daqui a 10 dias, mas o tempo da nova prorrogação ainda será definido.  

No caso da estrutura a ser implantada para o retorno dos alunos, apenas quando houver um cronograma estabelecido e as autoridades sanitárias permitirem o retorno é que tudo será finalizado. No momento, muitos processos de compra estão em andamento.

A REE tem 210 mil estudantes em todo o Estado e a compra dos equipamentos de proteção individual (EPIs) será feita de acordo com o número de alunos, professores e outros colaboradores que atuam nas escolas de Mato Grosso do Sul.

Ainda de acordo com a SED, a comissão montada pelo governo para tratar da volta às aulas, que reúne tanto membros da Pasta, como da Secretaria de Estado de Saúde (SES), ainda pode determinar a compra de outros equipamentos de proteção. Ontem foi feita uma reunião do grupo, que começou os trabalhos neste mês.

 
 

CAMPO GRANDE

No caso da Capital, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) também confirmou o adiamento das aulas presenciais, mas ainda não soube informar por quanto tempo.  

Campo Grande é o epicentro da Covid-19 no Estado e tem sentido o avanço da doença a cada dia, apesar de a taxa de contágio ter reduzido, ainda há muitas pessoas contaminadas e internadas por conta da Covid-19 na cidade.

O município foi o primeiro a paralisar as aulas presenciais no Estado, no dia 18 de março, quando a cidade tinha apenas dois casos confirmados. Conforme o boletim epidemiológico de ontem, a cidade já tem 29.102 casos confirmados e 324 mortes pela doença.

Campo Grande também montou um grupo para criar um plano de biossegurança para quando houver a volta às aulas presenciais na Reme, mas não tem um cronograma montado para este retorno.

Ao Correio do Estado, o titular da SES, Geraldo Resende, disse que a volta deveria obedecer as diretrizes do programa Prosseguir, montado pelo governo em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), braço da Organização Mundial de Saúde (OMS) nas Américas.

Conforme o programa, apenas no grau tolerável é que os municípios podem pensar na retomada das atividades presenciais das escolas, o que só foi atingido até agora por 10 cidades, das 79 cidades do Estado.

Em transmissão nessa semana, a secretária de Educação do Estado, Maria Cecília Amendola da Motta, afirmou que as aulas remotas estão “minimizando os problemas”. “Na verdade, todo mundo está perdendo. Em termos de aprendizagem, o mundo ficou para trás”.

 

Felpuda


Tropas de choque ligadas a alguns vereadores estão agitadas que só nas redes sociais na tentativa de desbancar a concorrência das “chefias” que querem porque querem. Querem a cadeira maior da Câmara Municipal de Campo Grande. A da presidência.

Segundo políticos mais antenados, trata-se do “segundo turno” das eleições do dia 15 de novembro, só que com apenas 29 eleitores.