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COVID-19

Com profissionais de saúde em falta, Resende faz apelo por medidas restritivas

Internações aumentaram, enquanto foram perdidos leitos e equipes da linha de frente
27/11/2020 14:00 - Glaucea Vaccari


O aumento no número de internações por Covid-19, que dobrou no intervalo de 15 dias, preocupa a Secretaria Municipal de Saúde (SES), que faz apelo aos prefeitos por medidas de restrição para conter o avanço do coronavírus.

Conforme o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, no período em que a doença ficou estabilizada, foram desabilitados leitos pelo Ministério da Saúde e desmobilizadas equipes da linha de frente.  

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“Perdemos equipes da linha de frente porque tem outras atividades, muitos médicos que estavam suprindo a falta de colegas foram aprovados em concurso de residências médicas e estão se preparando para iniciar a residência nas escolas espalhadas pelo País, então é uma preocupação muito grande”, disse.

Com menos leitos e equipes e com o contágio alto, a preocupação é evitar colapso.

Para isso, secretário fez apelo para que os prefeitos, que tem autonomia de decisões, adotem medidas mais restritivas.

“Precisamos de medidas restritivas, não de medidas paliativas, não medidas que não vão ter resultados práticos”, disse.

Conforme Resende, o Programa de Saúde e Segurança da Economia (Prosseguir) indica medidas que devem ser adotadas de acordo com a classificação de risco de cada cidade. No último mapa, divulgado ontem , 22 cidades do Estado, incluindo a Capital, estão em bandeira vermelha.

Epicentro da doença, Campo Grande concentra a maioria de casos e o prefeito Marcos Trad (PSD) decretou o retorno do toque de recolher, da meia-noite às 5h.  

Nesta sexta-feira, durante lançamento da programa Reviva Mais, Trad disse que, por enquanto, esta é a única medida restritiva que será adotada. “Estou apresentando o que há de certo, é certeza, possibilidade eu não tenho como prever”, disse.

Resende, no entanto, defende que medidas ainda mais restritivas sejam adotadas.  

“Precisamos de medidas mais restritivas e que levem também a que atividades não essenciais deixem, neste momento, de serem feitas, sob pena de reproduzirmos aqui o que vimos em outros estados”, alertou.

Como exemplo do aumento expressivo da curva, Resende comparou a situação em que os hospitais se encontravam há 15 dias, quando haviam 206 pessoas internadas, e hoje, que já são 406 sul-mato-grossenses em leitos de hospitais.

“A taxa de contágio, que chegou a 0,91, hoje está 0,99, significa que o contágio está aumentando muito. São 8.982 casos ativos, mostra crescimento vertiginoso, já chegamos a ter menos de 3 mil”, demonstrou preocupação o secretário.

Mato Grosso do Sul tem 95.721 casos confirmados e 1.754 mortes por Covid-19, desde o início da pandemia.