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PANDEMIA

A cada 2 horas, uma pessoa morreu por causa da Covid-19 em Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul teve 138 mortes por Covid-19 nos primeiros dias do ano. Já são 2.511 vítimas desde o inicio da pandemia
09/01/2021 09:00 - Beatriz Magalhães, Daiany Albuquerque


Uma pessoa morreu a cada duas horas em Mato Grosso do Sul por Covid-19 neste ano, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES). Nos oito primeiros dias de janeiro foram contabilizados 138 óbitos pela doença em todas as cidades do Estado. 

Aliado a isso, 2020 terminou como o ano com o maior registro de óbitos dos últimos 15 anos, com 17.579 vítimas, das quais 6.076 eram de Campo Grande.

Desde o início da pandemia no Estado já foram 2.511 mortes pelo novo coronavírus, uma letalidade de 1,8 nesta unidade da federação, segundo dados da SES.

Com esse alto número de mortes, as funerárias de Campo Grande aumentaram em 30% as compras de materiais para os enterros. A Capital é responsável por quase metade dos óbitos do Estado por Covid-19, até ontem eram 1.144 vítimas na cidade (45,6% do total).

Segundo o presidente do Sindicato das Empresas do Segmento Funerário no Estado de Mato Grosso do Sul, Gilvan Paes da Silva, o setor sentiu a alta de dezembro. 

“Todo País, cada um em seu segmento, teve dificuldades no final de 2020. Mas, Campo Grande já havia se programado para que não houvesse nenhum problema. Tínhamos estoque e já estamos regularizados”, afirmou o presidente.  

Em oito dias, a Capital sul-mato-grossense já registrou 60 mortes por Covid-19, o que significa que a cada 4 horas, uma pessoa morreu pela doença no município.  

A Capital vivencia dias de leitos lotados no sistema de saúde, tanto público quanto privado, com 90% das vagas em unidades de terapia intensiva (UTI) para a doença preenchidas, mas o sistema funerário se mantém organizado, conseguindo realizar todo o atendimento. 

“Nós nos preocupamos muito, porque [os enterros] são responsabilidade nossa”, coloca o presidente.

A pandemia demandou mais das empresas funerárias, e com a alta demanda o preço dos produtos sobem, mas de acordo com Gilvan, em Campo Grande,  os valores acabaram não sendo repassados para os clientes em razão do grande número de conveniados. 

“Cerca de 80% das pessoas na Capital pagam plano, uma das cidades que mais pagam por esse tipo de serviço, sendo assim, não dá para repassar o aumento dos materiais para os clientes. O lucro, para as funerárias, é muito pouco”.

MORTES

No ano passado, a quantidade de mortes totais registradas em Campo Grande teve um aumento de 8,7% em relação a 2019. Segundo dados do portal da transparência da SES, foram 6076 óbitos em 2020, contra 5.547 que aconteceram em 2019. 

Esse número foi o maior registrado nos últimos 15 anos, tanto no Estado como na Capital. A séria história vai até 2006.

Em Mato Grosso do Sul foram 17.579 mortes, contra 16.872 que ocorreram em 2019, um aumento de 4%. No ano anterior haviam sido 16.591 mortes.

As causas dos óbitos são diversas, desde causas naturais, como a de acidentes de trânsito, porém, não há como não dizer que a Covid-19 não influenciou no aumento registrado no Estado e na Capital.

Só ontem, a Secretaria de Estado de Saúde registrou mais 25 mortes no Estado, das quais oito eram em Campo Grande. Com esses novos registros, Mato Grosso do Sul ultrapassou a triste marca de mais de 2,5 mil óbitos pela doença (entre 2020 e 2021).

Os primeiros dias de janeiro mostram que a doença ainda está muito ativa na cidade, já que são 138 mortes em apenas oito dias, número que já é superior aos óbitos registrados em junho pela doença, quando foram 70. 

Em menos de 10 dias do mês, o valor já pode ultrapassar o mês de novembro todo também, quando 181 faleceram por complicações causadas pelo novo coronavírus.