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SEGURANÇA PÚBLICA

“Se índice não baixar, vamos estudar medidas mais rigorosas”, diz secretário sobre toque de recolher

Próximos 15 dias serão monitorados com novo horário
29/06/2020 14:05 - Bruna Aquino


Junho teve números expressivos de pessoas nas ruas durante o toque de recolher ainda em horário antigo, conforme dados da Guarda Civil Metropolitana.

Decretado pela prefeitura de Campo Grande como uma das medidas para diminuir a curva crescente de infectados do novo coronavírus na cidade, o decreto passou por mudança de horário, já que não estava dando tanto resultado quanto esperava o poder público. Em novo horário e aumento do efetivo aos fins de semana, a Guarda pretende diminuir ao máximo o número de pessoas nas ruas nos próximos dias.

“Se o índice não baixar e a medida [mudança de horário] não surtir efeito e continuar alta, vamos estudar medidas mais rigorosas nos próximos 15 dias”, explicou o secretário de Segurança Municipal Valério Azambuja.

De acordo com Valério, os próximos dias serão monitorados, principalmente os fins de semana, para saber se os índices vão diminuir já que o toque de recolher agora tem duração de seis horas. Se nada mudar, haverá outro estudo técnico da prefeitura que reúne a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur), Vigilância Sanitária e Guarda Metropolitana para trazer medidas mais rigorosas com aval do prefeito Marcos Trad (PSD) e acompanhamento do Ministério Público.

Mesmo com o novo horário recente, já houve uma grande diminuição de pessoas nas ruas durante o fim de semana. O Correio do Estado fez levantamento entre os dois últimos fins de semana, que compreendem os dias 19 à 21 [horário antigo] e 26 à 28 de junho [horário novo], diminui quatro vezes a quantidade de pessoas no horário de restrição.

Para o secretário de segurança, esse primeiro fim de semana já com novo horário teve um “bônus” para a diminuição de pessoas nas ruas, o mau tempo ajudou e as pessoas ficaram mais em casa durante a madrugada. Desde sexta-feira (28), a cidade amanheceu com temperaturas mais baixas e neblina intensa que esticou até o domingo pela manhã.

De acordo com Azambuja, a mudança na medida foi necessária, já que nos últimos 15 dias, houve um aumento gradativo, principalmente de festas, aglomerações em bares e conveniências que não estavam cumprindo o plano de biossegurança e com capacidade triplicada.

“São medidas extremas que o município vem tomando há 90 dias e tolerância chegou no limite, a rede hospitalar já está sofrendo não só com Covid, mas também com problemas respiratórios, é necessário ter consciência nos próximos dias”, finalizou.

CURVA AUMENTA

Campo Grande ultrapassou nesta segunda-feira (29) a marca de 2 mil pessoas infectadas pelo novo coronavírus. Em uma semana, a capital de Mato Grosso do Sul teve aumento de 67,32% no número de confirmações, segundo dados do boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES).

Na última segunda-feira (22), eram 1.212 casos, número que chegou a 2.028 hoje. Pelo quinto dia seguido, a Capital confirmou mais casos que Dourados. Foram 53 confirmações nas últimas 24 horas em Campo Grande, 20 a mais que na segunda maior cidade do Estado.

 

 
 

Felpuda


Mensagens trocadas por aí mostram que deverá “virar moda” políticos anunciarem que testaram positivo para a Covid-19. E sem medo de dizer que isso é porque o presidente Jair Bolsonaro anunciou ter sido infectado, e aí essa tchurminha estaria interessada também em ganhar holofotes. Porém, ressaltam que, como não se pode duvidar de coisa séria, o jeito é desejar “restabelecimento”. E não deixam de lembrar que o risco é a população descobrir que não fazem a menor falta. Essa gente...